O Pai Goriot é um verdadeiro cruzamento de intrigas e de personagens. Além do personagem-título descrito por Balzac, deparamo-nos com um universo que abarca desde o submundo do crime — representado por um Vautrin misterioso e tentador —, até os toucadores das damas da alta sociedade. Mas o verdadeiro protagonista da ação é Eugène de Rastignac, jovem estudante provinciano almejando sucesso na sociedade parisiense que acaba de descobrir. Trata-se com efeito de um romance de formação no sentido mais estrito da expressão: a aprendizagem da vida social na Paris do século XIX. O centro do romance se encontra, portanto, tanto nos dramas pessoais quanto no jogo das relações humanas, nas disputas pelo poder e na conquista de suas ambições, que se apresentam com uma crueza quase sem moral — ao menos para os padrões da época: “Veja, o senhor nada será se não despertar o interesse de uma mulher.
Precisará de uma jovem, rica, elegante. Mas, se tiver um sentimento verdadeiro, esconda-o como um tesouro; jamais deixe alguém desconfiar dele, pois estará perdido. Deixaria de ser o carrasco para tornar-se a vítima”, sugere a Rastignac a senhora de Beauséant, sua protetora. Nesse universo — “esgoto moral de Paris”, como apontaram os críticos de Balzac — a aprendizagem do jovem e ingênuo Rastignac precisa passar por diversas tentações, corrupção e até o assassinato. Balzac, precursor do romance moderno e do realismo, não pretende apenas “fazer poesia”. Seu objetivo é maior: ele busca esmiuçar a sociologia da cidade e as opções oferecidas a jovens como Rastignac na vida mundana. Por isso adverte seus leitores: “Mas que fique claro: este drama não é ficção nem romance. All is true, e é tão verdadeiro, que todos poderão reconhecer os elementos dentro de si, talvez em seu coração”.
Precisará de uma jovem, rica, elegante. Mas, se tiver um sentimento verdadeiro, esconda-o como um tesouro; jamais deixe alguém desconfiar dele, pois estará perdido. Deixaria de ser o carrasco para tornar-se a vítima”, sugere a Rastignac a senhora de Beauséant, sua protetora. Nesse universo — “esgoto moral de Paris”, como apontaram os críticos de Balzac — a aprendizagem do jovem e ingênuo Rastignac precisa passar por diversas tentações, corrupção e até o assassinato. Balzac, precursor do romance moderno e do realismo, não pretende apenas “fazer poesia”. Seu objetivo é maior: ele busca esmiuçar a sociologia da cidade e as opções oferecidas a jovens como Rastignac na vida mundana. Por isso adverte seus leitores: “Mas que fique claro: este drama não é ficção nem romance. All is true, e é tão verdadeiro, que todos poderão reconhecer os elementos dentro de si, talvez em seu coração”.
Informações técnicas | |
Número de Páginas | 296 |
Ano de Publicação | 2002 |
Editora | ESTACAO LIBERDADE |
Autor | HONORÉ DE BALZAC |
ISBN | 9788574480367 |
Comprimento (cm) | 21 |
Largura (cm) | 14 |
Pai Goriot, O
- Editora: ESTACAO LIBERDADE
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