Wilson Alves-Bezerra, passados vinte anos desde a elaboração da primeira versão de “Reverberações da fronteira em Horacio Quiroga”, decide eludir tudo o que fosse da ordem da biografia do escritor. Entendeu que a necrografia (termo cunhado com felicidade e precisão pelo mexicano Carlos Abreu Mendoza) obliterava sua escritura e impedia a crítica de se debruçar sobre a forma de sua narrativa. Além disso, ultrapassa a análise da narrativa de Horacio Quiroga que supõe uma leitura de procedimentos formais, aquela que se costuma fazer: a de tomá-lo como gregário apenas da poética da narrativa do século XIX; de ver somente o tema da morte trágica, da exploração dos peões em Misiones, das fantasias tecnológicas de fim de século; de perscrutar as suas influências — para as quais bastaria ler o primeiro mandamento de seu decálogo — e satisfazer-se com elas, como se elas explicassem sua obra; de situá-lo na tradição regionalista, modernista ou fantástica; e finalmente, a de psicologizá-lo, explicando as mortes presentes na literatura dele através das mortes da vida do autor, sob o ineludível risco de ter perdido ambos — autor e obra.
| Informações técnicas | |
| Número de Páginas | 241 |
| Ano de Publicação | 2025 |
| Editora | UFPR |
| Autor | WILSON ALVES-BEZARRA |
| ISBN | 9788584802708 |
| Comprimento (cm) | 2 |
| Largura (cm) | 14 |
| Altura (cm) | 21 |
Reverberações da fronteira em Horácio Quiroga
- Editora: UFPR
- Autor: WILSON ALVES-BEZARRA
- Modelo: 507300359
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