• Mulher, o Homem e o Cão, A
"Ao peso do sono, o homem vem à tona. Contudo mergulhamos, se o peso de outro sonho, bem maior, nos apanha" - Carlos Nejar
José de Alencar, em Iracema, declarou-se “avesso aos prólogos”, comparando-os aos pássaros que bicam as frutas antes que estas sejam colhidas. O ilustre Brás Cubas, em suas Memórias póstumas, foi ainda mais incisivo (além de irônico): afirmou que os melhores prólogos são aqueles que menos contêm ou, ainda, os que fazem uso do dizer “obscuro e truncado”. Diante de argumentos de tal peso, parece-me imprudente fazer deste texto – que objetiva unicamente convidar e instigar leitores e leitoras a percorrerem os rumos mítico-simbólicos criados por Nicodemos Sena, em A mulher, o homem e o cão – um pássaro importuno ou uma longa e ensimesmada análise literária, na qual imanências do romance que a mim se revelaram pudessem, ao se tornarem explícitas, impedir leitores e leitoras de encontrarem, livres de condicionamentos, suas próprias revelações. Assim, muito aquém do estudo crítico denso que a obra merece, esta apresentação far-se-á apenas porta-voz de impressões de leitura que me parecem suaves o bastante para não comprometerem o posterior envolvimento de leitores e leitoras com o romance.
Informações técnicas
Número de Páginas 152
Ano de Publicação 2009
Editora LETRA SELVAGEM
Autor NICODEMOS SENA
ISBN 9788561123048
Comprimento (cm) 21
Largura (cm) 14

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Mulher, o Homem e o Cão, A

  • Editora: LETRA SELVAGEM
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